Sport cede empate no fim, e está matematicamente rebaixado a Série B. Após um primeiro tempo brilhante, Palmeiras consegue um empate, por 2 a 2, e segue na briga pelo título. E pode-se dizer que as equipes reeditaram os grandes jogos de tempos atrás, mas nem tão distantes assim.
O Sport entrou em campo no 3-5-2. Enquanto, Muricy Ramalho, de certa forma, surpreendeu ao escalar Edmilson formando um falso 4-4-2, onde o volante também fazia as vezes de terceiro zagueiro e os laterais, jogaram como alas. E como é de se esperar de toda equipe que joga em casa, a pressão inicial, porém ela durou pouco. Nos primeiro toque a equipe pernambucana parecia afobada, ainda pela adrenalina do início. Embora, passando rapidamente por essa fase, o Sport se acertou e tomou a frente na partida.
Logo aos 11 minutos do primeiro tempo, Adriano, marcado, deu um toque para Wilson que num passe curto encontrou Dutra passando, e com uma bela visão de jogo e eficiência no passe, encontrou Arce dentro da área sem marcação, porém entre cinco defensores palmeirenses. Toda jogada foi desenhada pela esquerda, assim como a maioria das investidas rubro-negra. Entretanto, não por deficiência no lado direito, que se apresentou bem em alguns momentos, mas por opção, sempre com Dutra, Wilson e Adriano.
E nem mesmo a linha de três zagueiros que se formava, com Edmilson, Maurício e Danilo, além de Souza e Sandro Silva, que marcavam, foi suficiente para impedir as investidas e o segundo gol pernambucano, numa jogada de contra-ataque, novamente iniciado com Adriano Pimenta, que Wilson. Neste momento só havia dois zagueiros –Maurício e Danilo, o primeiro na sobra, e o segundo levou o corte, deixando Wilson só para marcar, 2 a 0, para o Sport.
E essa foi a tônica do primeiro tempo, o Palmeiras assistia o Sport jogar. As jogadas de ataque comumente eram pela esquerda, porém vezes por outra, aconteciam pela direita. Enquanto, o lado das investidas paulista era sempre o direito e com os pés de Figueroa. Porém foi nas bolas paradas que mesmo sem tanto perigo, o Palmeiras conseguiu as melhores oportunidades.
O erro do Palmeiras na primeira etapa, começou por Edmilson sem condições de jogo e principalmente de orientação. Ele não conseguiu fazer nem a função de terceiro zagueiro e nem de volante, e a zaga fazia linha, ou melhor, se posicionava muito adiantada e facilmente era surpreendida. E Diego Souza isolado, não conseguiu render, de novo. O Palmeiras no fim do primeiro tempo jogava no 3-5-2, além de ter três zagueiros, tinha dois volantes. Por sua vez, o Sport manteve o esquema e até um de seus volantes –Moacir- e um dos zagueiros –Igor- investiram no ataque, enquanto Zé Antônio fazia o papel de primeiro volante.
No intervalo, Muricy trocou o volante Sandro Silva por Pierre-, além de tirar o volante Souza e pôs o meia-de-ligação Deyvid Sacconi, que sacudiu o time e a torcida. A partir disso o Palmeiras voltou ao 4-4-2, com dois zagueiros, dois volantes e dois meias de ligação. Até sacar o ponto fraco do time, o volante Edmilson para a entrada do atacante Marquinhos, forçando um 4-3-3.
No Sport, Zé Antônio sai sentindo câimbras e entra o zagueiros Freire, improvisado no meio, porém a improvisação dura pouco, pois logo em seguida Durval foi expulso, e o garoto que havia acabado de entrar vai para a zaga. Aliás, o time todo parecia ter ido para a zaga. Ficando no 3-5-1, com apenas Arce na frente. Após a expulsão, Sacconi desconta para o Palmeiras.
A bola sobrou para ele, depois de uma confusão na entrada da área e entre dois zagueiros bateu. O time paulista se mostrou muito desorganizado taticamente, atacou em massa, praticamente no esquema três marcam –Danilo, Maurício e Pierre- e o resto ataca. Mesmo com Sacconi ao seu lado, Diego Souza nada fez no jogo. Obina perdeu algumas oportunidades, já Ortigoza se apresentou bastante, e brigou pela bola.
E até aos 39 minutos, o Palmeiras forçava desordenadamente, enquanto o sistema defensivo do Sport que naquele momento era quase o time todo se segurava bem. Até Danilo em condições legais, empatar. Mas vale uma ressalva, que foi a confusão protagonizada pelo juiz que apitou erroneamente o impedimento paralisando a defesa, o goleiro e até o autor do gol, que marcou meu que no susto. Daí por diante as emoções de ambas as equipes se afloraram, mas nada mais aconteceu.
Agora, o Sport está matematicamente rebaixado, só resta juntar forças para terminar com dignidade o campeonato, como foi a partida de hoje, que poderia ter saído com um melhor resultado se não fosse a confusão do árbitro. E quanto aos pernambucanos, é torcer para o Náutico não seguir o mesmo rumo.
* Quando afirmo que o árbitro errou, foi porque, de fato, ele apitou interrompendo a joga que na verdade, era normal. Dentre outros argumentos, usarei apenas uma: tanto os técnicos de som da Rede Globo afirmaram que o juiz apitou duas vezes, quanto o áudio da Band confirmou. Só resta torcer para que o mesmo não ocorra ao Náutico.