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 O Clube Náutico Capibaribe foi derrotado pelo Flamengo neste domingo (16), no estadio dos Aflitos pelo placar de 2×0 e praticamente sacramentou o rebaixamento para o Campeonato Brasileiro da Série B. Com a vitoria, o Flamengo, que é atualmente o vice líder da competição segue com boas chances de conquistar o título Brasileiro de 2009.

O inicio do jogo foi marcado pela agressividade do Náutico, que investiu nas jogadas pelo lado direito, explorando a velocidade do lateral-direito Patrick. O técnico Geninho observou que o Flamengo seria frágil naquele setor, já que o titular Juan e o reserva Éverton estavam impossibilitados de jogar pelo rubro-negro Carioca. Sem opções, o técnico do Flamengo Andrade improvisou o zagueiro Aírton na lateral-esquerda.

Aos 16 minutos do primeiro tempo, o Flamengo abriu o placar do jogo através do meio-campista Petkovic, que aproveitou o rebote do goleiro Gledson após um belo chute do lateral-direito Léo Moura. Após tomar o gol o Náutico perdeu ótima oportunidade na cabeçada de Carlinhos Bala que recebeu ótimo cruzamento de Patrick e cabeceou para fora.

O lance que desestabilizou o Náutico no primeiro tempo aconteceu aos 26 minutos. O zagueiro Cláudio Luiz marcou o gol de empate após lançamento do lateral-esquerdo Michel, mas o arbitro Sandro Meira Ricci, com o auxilio de seus assistentes, anulou o gol de forma correta. Os atletas do Náutico, que ficaram traumatizados com os erros de arbitragem nas ultimas rodadas, ficaram revoltados e fizeram muita pressão em cima da arbitragem, que seguiu com a decisão de invalidar o gol.

No final do primeiro tempo o Náutico tomou o segundo gol do Flamengo. Após ótima jogada de Zé Roberto, o atacante Adriano só teve o trabalho de tocar a bola para o gol fazendo o placar de 2 x 0 Para o time Carioca.

O técnico Geninho voltou para o segundo tempo abandonando o esquema 3-5-2 com o meio-campista Juliano entrando na vaga do Zagueiro Asprilla. O inicio foi de muita pressão dos Alvirrubros, assim como no inicio do jogo, mas o Flamengo fez uma ótima marcação e anulou todas as jogadas do Náutico. O goleiro Bruno fez belas defesas e garantiu o placar que deixou o Flamengo na briga pelo título.

Com o resultado o Náutico tem que vencer os três jogos restantes e torcer contra Sandro André, Fluminense e Botafogo. A situação ficou de fato muito difícil para o Náutico.

Náutico e Flamengo se enfrentarão às 15h (horário de Recife) nos Estádio dos Aflitos, pela a 35° doBrasileirão. Para o timbu, só a vitória interessa na briga pela permanência na Série A.

O técnico Geninho tem o desfalque do volante Derley, que voltou a treinar nesta semana, mas ainda permanece no DM, e os suspensos o zagueiro Márcio e Johnny. Cláudio Luiz, Asprilla, Vágner, e o atacante Anderson Lessa, compõem a lista, dos que retornam a disposição do treinador.

Os flamenguistas terão dois desfalques no time titular. Maldonado e Fierro servem a seleção chilena, o substituto do volante, será Toró. O rubro negro carioca ainda perderam para o confronto Juan, com suspensão .  O mais provável para substituir o lateral, será Everton Silva.

Ficha técnica – Náutico x Flamengo

Náutico - Gledson,Asprilla, Vágner, e Cláudio Luiz; Patrick, Nílson, Aílton, Irênio e Michel; Carlinhos Bala e Bruno Mineiro. Técnico: Geninho

Flamengo – Bruno, Leonardo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Everton Silva; Aílton, Toró, Williams e Petkovic, Zé Roberto e Adriano. Técnico: Andrade.

Local: Estádio dos Aflitos (Recife, PE)

Horário: 15h (Horário de Recife)

Árbitro: Sandro Meira Ricci

Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Altemir Hausmann (RS).

Sport cede empate no fim, e está matematicamente rebaixado a Série B. Após um primeiro tempo brilhante, Palmeiras consegue um empate, por 2 a 2, e segue na briga pelo título. E pode-se dizer que as equipes reeditaram os grandes jogos de tempos atrás, mas nem tão distantes assim.

O Sport entrou em campo no 3-5-2. Enquanto, Muricy Ramalho, de certa forma, surpreendeu ao escalar Edmilson formando um falso 4-4-2, onde o volante também fazia as vezes de terceiro zagueiro e os laterais, jogaram como alas. E como é de se esperar de toda equipe que joga em casa, a pressão inicial, porém ela durou pouco. Nos primeiro toque a equipe pernambucana parecia afobada, ainda pela adrenalina do início. Embora, passando rapidamente por essa fase, o Sport se acertou e tomou a frente na partida.

Logo aos 11 minutos do primeiro tempo, Adriano, marcado, deu um toque para Wilson que num passe curto encontrou Dutra passando, e com uma bela visão de jogo e eficiência no passe, encontrou Arce dentro da área sem marcação, porém entre cinco defensores palmeirenses. Toda jogada foi desenhada pela esquerda, assim como a maioria das investidas rubro-negra. Entretanto, não por deficiência no lado direito, que se apresentou bem em alguns momentos, mas por opção, sempre com Dutra, Wilson e Adriano.

E nem mesmo a linha de três zagueiros que se formava, com Edmilson, Maurício e Danilo, além de Souza e Sandro Silva, que marcavam, foi suficiente para impedir as investidas e o segundo gol pernambucano, numa jogada de contra-ataque, novamente iniciado com Adriano Pimenta, que Wilson. Neste momento só havia dois zagueiros –Maurício e Danilo, o primeiro na sobra, e o segundo levou o corte, deixando Wilson só para marcar, 2 a 0, para o Sport.

E essa foi a tônica do primeiro tempo, o Palmeiras assistia o Sport jogar. As jogadas de ataque comumente eram pela esquerda, porém vezes por outra, aconteciam pela direita. Enquanto, o lado das investidas paulista era sempre o direito e com os pés de Figueroa. Porém foi nas bolas paradas que mesmo sem tanto perigo, o Palmeiras conseguiu as melhores oportunidades.

O erro do Palmeiras na primeira etapa, começou por Edmilson sem condições de jogo e principalmente de orientação. Ele não conseguiu fazer nem a função de terceiro zagueiro e nem de volante, e a zaga fazia linha, ou melhor, se posicionava muito adiantada e facilmente era surpreendida. E Diego Souza isolado, não conseguiu render, de novo. O Palmeiras no fim do primeiro tempo jogava no 3-5-2, além de ter três zagueiros, tinha dois volantes. Por sua vez, o Sport manteve o esquema e até um de seus volantes –Moacir- e um dos zagueiros –Igor- investiram no ataque, enquanto Zé Antônio fazia o papel de primeiro volante.

No intervalo, Muricy trocou o volante Sandro Silva por Pierre-, além de tirar o volante Souza e pôs o meia-de-ligação Deyvid Sacconi, que sacudiu o time e a torcida. A partir disso o Palmeiras voltou ao 4-4-2, com dois zagueiros, dois volantes e dois meias de ligação. Até sacar o ponto fraco do time, o volante Edmilson para a entrada do atacante Marquinhos, forçando um 4-3-3.

No Sport, Zé Antônio sai sentindo câimbras e entra o zagueiros Freire, improvisado no meio, porém a improvisação dura pouco, pois logo em seguida Durval foi expulso, e o garoto que havia acabado de entrar vai para a zaga. Aliás, o time todo parecia ter ido para a zaga. Ficando no 3-5-1, com apenas Arce na frente. Após a expulsão, Sacconi desconta para o Palmeiras.

A bola sobrou para ele, depois de uma confusão na entrada da área e entre dois zagueiros bateu. O time paulista se mostrou muito desorganizado taticamente, atacou em massa, praticamente no esquema três marcam –Danilo, Maurício e Pierre- e o resto ataca. Mesmo com Sacconi ao seu lado, Diego Souza nada fez no jogo. Obina perdeu algumas oportunidades, já Ortigoza se apresentou bastante, e brigou pela bola.

E até aos 39 minutos, o Palmeiras forçava desordenadamente, enquanto o sistema defensivo do Sport que naquele momento era quase o time todo se segurava bem. Até Danilo em condições legais, empatar. Mas vale uma ressalva, que foi a confusão protagonizada pelo juiz que apitou erroneamente o impedimento paralisando a defesa, o goleiro e até o autor do gol, que marcou meu que no susto. Daí por diante as emoções de ambas as equipes se afloraram, mas nada mais aconteceu.

Agora, o Sport está matematicamente rebaixado, só resta juntar forças para terminar com dignidade o campeonato, como foi a partida de hoje, que poderia ter saído com um melhor resultado se não fosse a confusão do árbitro. E quanto aos pernambucanos, é torcer para o Náutico não seguir o mesmo rumo.

* Quando afirmo que o árbitro errou, foi porque, de fato, ele apitou interrompendo a joga que na verdade, era normal. Dentre outros argumentos, usarei apenas uma: tanto os técnicos de som da Rede Globo afirmaram que o juiz apitou duas vezes, quanto o áudio da Band confirmou. Só resta torcer para que o mesmo não ocorra ao Náutico.

Pela dignidade…

Com pouquíssimas chances de se livrar do rebaixamento, o Sport jogará pela dignidade daqui para frente. E enfrentará o Palmeiras, adversário que o eliminou da Copa Libertadores deste ano, e que briga pelo título do Brasileirão, a partida será às 20h50 (horário de Recife), no Parque Antártica, e será válida pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.

No Palmeiras, Marcos retorna a equipe após cumprir suspensão na última rodada. A outra modificação é a entrada do atacante paraguaio Ortigoza na vaga de Várner Love, suspenso. E as novidades ficam por conta da possível escalação do volante Pierre como titular, e de Edmilson que voltou a ser relacionado após lesão.

Por sua vez, o técnico do Sport Levi Gomes sem poder contar com os volantes Andrade, Hamilton e Fabiano, suspensos, adotará o esquema 3-5-2, com o trio de zaga formado por Igor, César e Durval, e Zé Antônio e Moacir, entram nas vagas deixadas pelos volantes. Além do retorno de Élder Granja, na ala-direita, e Dutra, na ala-esquerda. Adriano Pimenta segue como meia de ligação no lugar de Luciano Henrique que permanece lesionado.

Ficha Técnica – Palmeiras x Sport

Palmeiras: Marcos; Maurício, Danilo e Marcão; Figueroa, Sandro Silva (Pierre), Souza, Diego Souza e Armero; Ortigoza e Obina. Técnico: Muricy Ramalho.

Sport: Magrão; Igor, César e Durval; Élder Granja, Zé Antônio, Moacir, Adriano Pimenta e Dutra; Wilson e Arce. Técnico: Levi Gomes.

Local: Estádio Parque Antártica (São Paulo, SP)
Horário: 20h50 (Horário de Recife)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (FIFA/GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e João Patrício de Araújo (GO)

  O Clube Náutico Capibaribe poderia ter conseguido um bom resultado diante do Santos em partida realizada no Pacaembu. Mas as boas defesas do goleiro Felipe do Santos e a falta de pontaria dos atletas Alvirubros impediram o Náutico de pontuar no Campeonato Brasileiro. Com a derrota para o Santos, o Timbu pode até ficar na penúltima colocação caso o Fluminense vença o Palmeiras amanhã, no Maracanã.

O Santos jogou com o apoio de seu torcedor no Pacaembu e sempre tomou a iniciativa no jogo. Aos dez minutos do primeiro tempo, o Alvinegro teve ótima oportunidade através de Paulo Henrique Ganso que acertou o travessão do goleiro Gledson após bela cobrança de falta. Porém, de imediato, o Náutico respondeu com uma cabeçada de do atacante Bruno Mineiro acertando a trave após cobrança de falta de Irênio. Os lances descreviam o equilíbrio dos times no inicio do jogo.

O time de Wanderlei Luxemburgo conseguiu abrir o placar em cobrança de Pênalti convertida pelo atacante Kleber Pereira. O Lance foi questionado pelos atletas do Náutico, não só pela duvida na penalidade, mas também por uma possível falta cometida pelo Santos no inicio da jogada que originou o Pênalti.

No segundo tempo o Náutico voltou mais ofensivo e conseguiu assustar o Santos em algumas jogadas, mas o competente técnico Wanderelei Luxemburgo fez duas modificações que acendeu o Peixe no jogo. O atacante Neymar entrou no lugar de Jean e o meia-esquerda Madson entrou na vaga de Robson. A partir dessas modificações o Santos conseguiu organizar um contra-ataque mortal e chegou ao segundo gol através de Neymar que recebeu boa bola de Madson e concluiu para o gol fazendo o placar de 2×0.

A opção do Náutico após tomar o gol foi partir pra cima do Santos em busca do empate. O arbitro Wagner Tardelli em outro Lance duvidoso marcou Pênalti para o Náutico. O meio-campista Aílton cobrou com categoria e diminuiu o placar em 2 x 1. O que se viu nos minutos finais foi lamentável, pois o Náutico teve três chances claras de empatar o jogo. A primeira chance foi do atacante Ferreira que conseguiu chutar para fora uma bola que ele recebeu de Bruno Mineiro e só tinha o gol vazio pela frente.

O meio-campista Juliano perdeu outra oportunidade para o Náutico cara a cara com o goleiro Felipe sendo interceptado pelo zagueiro Adailton do Santos. Na ultima oportunidade do Náutico, o zagueiro Márcio cabeceou após escanteio e o goleiro Felipe fez uma bela defesa coroando sua boa atuação na partida.

No final do jogo o Santos em contra-ataque chegou ao seu terceiro gol através de Neymar que driblou o zagueiro Márcio e tocou no canto direito do goleiro Gledson decretando o resultado de Santos 3 x 1 Náutico.

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Crédito: Gazeta Press

Primeiro a notícia. Na coletiva, após a derrota de virada, em casa, diante do Cruzeiro, Péricles Chamusca entregou o cargo. O treinador alegou desgaste com a imprensa que há tempos o criticava. Além da pressão de parte da torcida. 

O fato é Chamusca não é um mau técnico. Só lhe falta leitura de jogo, coragem de vencer algumas partidas e saber utilizar as peças que tem em mãos. Outra coisa é, apostar em outros jogadores quando os que estão jogando não estão rendendo. Já quanto as contratações…

Por exemplo, o artilheiro japonês Paulinho, não entrou em campo uma vez sequer, mesmo sendo escalado algumas poucas vezes. Além de ter deixado o faro e os gols no Japão.

Freire e Isael, não podem nem ser analisados, pois esses nem tiveram chances de mostrar serviço. Já Fininho, jogou sempre improvisado, tendo Pimenta e o próprio Isael na mesma posição, entre outros. E hoje, que jogou na sua posição de origem (que é a lateral), era melhor ter sido novamente improvisado.

E quanto a Zé Antonio… Na época, não havia entendido para quê mais um volante. Mas chegou, tudo bem. Já que trouxe por quê não utiliza-lo? E ele, por que nunca entrou em forma, ou a forma dele é aquela? 

O que não pode é culpá-lo pelo rebaixamento, outros vieram e fizeram menos que ele. Ele ainda conseguiu 17 pontos, e os outros três que juntos conseguiram 13.

Após estar vencendo por 2 a 0, o Sport cede a virada ao Cruzeiro em plena Ilha do Retiro, e ver as chances de permanecer na Série A cada vez, menores.

Não se viu aquela pressão inicial de equipe da casa, agredindo o adversário. Mas também não foi agredido como um frágil adversário. As equipes alternavam as ações no início de jogo, porém o Cruzeiro levava mais perigo. Enquanto, o Sport forçava as jogadas pelo flanco direito com Moacir e Wilson ou Arce. O lado esquerdo do Sport, esporadicamente era acionado, pois não dava opções de jogo. 

Ambas as equipes se posicionaram no 4-4-2. O Leão com dois volantes e dois meias de armação mais adiantados (numa espécie de 4-2-2-2), já a Raposa com o meio-campo em losango. 

Porém o Sport soube aproveitar melhor as jogadas e logo aos 12 minutos, abriu o placar com um belo lançamento de Fabiano, Arce matou a bola e tirou o zagueiro e o goleiro da jogada, tocando para Wilson sozinho, marcar. 

Não demorou muito, Adriano Pimenta recuperou uma bola no meio de campo e lançou para Wilson dominar e tirar do goleiro. Outra vez sem marcação, ao menos eficiente. 

A equipe cruzeirense é bem organizada taticamente. Tem um repertório invejável de ataque, joga pelos dois lados, inverte jogadas, tenta pelo meio, arrisca de média e longa distância, encaixa bons contra-ataques e sabe aproveitar as bolas paradas, a deficiência é sua defesa, lenta e que tenta fazer linha de impedimento o tempo todo. Mas numa bola parada saiu o primeiro gol mineiro. 

Aos 19 minutos, Fabrício mandou um chuveirinho na área, na verdade,’ no bolo’, Gil subiu mais que os marcadores e jogou a bola no meio da área para Thiago Ribeiro chegar como elemento surpresa, sozinho diminuiu a diferença. Daí por diante, o Sport que já não dominava começou a ceder mais espaços. Recuou a marcação e chamou os mineiros para seu campo de defesa. E Magrão salvou o rubro-negro em algumas ocasiões.

No intervalo, Chamusca fez o que já de praxe, ler o jogo de uma forma bem peculiar. Vendo seu time ser pressionado, ele saca Fabiano, que andava em campo, como sempre, mas conseguia fazer as ligações quando necessário, e coloca o volante Zé Antônio. Acreditando que aumentaria o poder de marcação, mas esqueceu do fato de que iria recuar ainda mais a marcação. Naquele momento, acredito que um jogador ofensivo daria mais opções e dinâmica ao jogo leonino.

O Sport que jogava em duas linhas no meio-campo, passou a atuar com uma linha de três e Adriano Pimenta mais adiantado. E sofreu mais pressão, pois o visitante começou a gostar mais ainda da partida. E só precisaram de sete minutos, mais uma vez de bola parada, desta vez, Leonardo Silva subiu mais que Durval e empatou. 

E aos 11 minutos, Andrade que já tinha um amarelo, foi expulso. O calvário já estava formado. O Sport recuou, começou a explorar mais o contra-ataque, jogando com uma linha de três no meio. Com a expulsão, o técnico cruzeirense Adilson Batista apostou em colocar em campo mais um atacante. Guerrón entrou no lugar do lateral-esquerdo Diego Renan. Ele já entrou desequilibrando. E dois minutos depois, virou o jogo, 3 a 2.

Após um belo toque de Wellington Paulista, que tirou o marcador e o goleiro, deixando Guerrón sozinho.

O que se viu daí por diante, foi uma equipe bastante afobada. Arriscando em jogadas individuais e errando bastante passes. E ainda teve a expulsão de Hamilton aos 46 minutos. Deixando o Sport sem os dois volantes titulares para o próximo confronto.

No final, o fato que reflete a situação nubro-negra: as luzes se apagaram. E com elas a esperança.

O Sport enfrenta o Cruzeiro hoje à tarde na Ilha do Retiro precisando vencer para continuar sonhando em permanecer na elite do futebol Brasileiro em 2010. Já o Cruzeiro vive situação diferente, pois o clube Mineiro continua em busca de uma vaga na próxima Taça Libertadores da América.

A semana no Leão da Ilha foi muito tumultuada, pois após a derrota no clássico contra o Náutico, o Presidente Sílvio Guimarães afirmou que o Sport já estaria rebaixado e assumiu toda culpa pela situação que o clube vive no momento. Mas o técnico Péricles Chamusca e os atletas mudaram o discurso e continuam acreditando na permanência do Leão na Série A .

Para o duelo de hoje, o técnico Leonino não contará com Dutra e Luciano Henrique. O lateral-esquerdo está suspenso pelo terceiro cartão amarelo, em seu lugar o técnico Péricles Chamusca escalou Fininho. Já na vaga de Luciano Henrique, que encontra-se no departamento médico, o escolhido foi Adriano Pimenta, que vai atuar pela primeira vez como titular com a camisa do Sport.

Ficha Técnica – Sport x Cruzeiro

Sport: Magrão; Moacir, César, Durval e Fininho; Andrade, Hamilton, Fabiano e Adriano Pimenta; Arce e Wilson. Técnico: Péricles Chamusca

Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Leonardo Silva (Fabinho), Gil e Fernandinho; Henrique, Marquinhos Paraná, Fabrício e Gilberto; Guerrón (Thiago Ribeiro) e Wellington Paulista. Técnico: Adílson Batista

Local: Ilha do Retiro
Horário: 17h30 (Horário de Recife)
Àrbitro: Paulo Henrique Bezerra (SC)
Assistentes: Ângelo Rudimar Bechi (SC) e Claudemir Mafessoni (SC)

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Crédito: Diário de São Paulo

De olho na segunda vitória fora de casa para sair da zona de rebaixamento, o Náutico encara o Santos, no Pacaembu, às 17h30. Embora o Peixe ainda não esteja totalmente livre do rebaixamento, está mais próximo da vaga na Sul-Americana. A partida será válida pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Santos terá algumas modificações para a partida contra os alvirrubros. A dúvida maior está vaga deixada pelo lateral-direito George Lucas, lesionado. As opções são: Luizinho na lateral, e Pará jogar no meio-campo, ou mantém Pará na lateral e coloca Rodrigo Mancha no meio, na vaga do também lesionado, Germano. O atacante Kleber Pereira e o meia Róbson voltam a equipe após cumprirem suspensão na última rodada, deixando o meia Madson e o atacante Neymar no banco de reservas. E o lateral-esquerdo Léo, entra na vaga de Triguinho, suspenso.

Por sua vez, o Timbu vai à campo com praticamente a mesma formação que venceu o Sport na última rodada. A dúvida fica por conta de quem substituirá Vágner, suspenso. Os zagueiros Asprilla, Cláudio Luiz e Negretti estão no departamento médico. Então as opções são o lateral/ala-esquerdo Anderson Santana ou o volante Nílson, o primeiro tem mais chances de atuar improvisado no setor pela esquerda.

Ficha Técnica – Santos x Náutico

Santos: Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Léo; Rodrigo Mancha (Luizinho), Rodrigo Souto, Róbson, Paulo Henrique Ganso; Jean e kleber Pereira. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Náutico: Gledson; Márcio, Fernando e Anderson Santana (Nílson); Patrick, Johnny, Aílton, Irênio e Michel; Carlinhos Bala e Bruno Mineiro. Técnico: Geninho.

Local: Estádio do Pacaembu (São Paulo-SP)
Horário: 17h30 (Horário de Recife)
Árbitro: Wagner Tardelli (SC)
Assistentes: Alcides Zawaski Pazetto (SC) e Kleber Lúcio Gil (SC)

Náutico e Sport, protagonizaram um clássico emocionante, no qual o detalhe da vez, foi a melhor percepção tática do técnico alvi rubro. Os rubros negros cederam espaços cruciais, que foram brilhantemente utilizados pelos mandantes. Vitória capaz de deixar o timbu vivo na briga, o leão numa situação mais desesperadora impossível.

O leão jogou no 4-4-2, e sua postura defensiva, foi semelhante a do último confronto. Moacir rotacionava com Hamilton na primeira linha, sendo o volante mais pertencente a segunda, que conta ainda com Fabiano, Andrade e Dutra. Na proteção do meio campo, inicialmente foram com Luciano Henrique, sendo ele um atleta mais móvel, ajudando em algumas ocasiões, na cobertura da linha anterior, e Vandinho, tendo Wilson aberto nos contra ataques. Chamusca percebeu, o espaço deixado, entre as duas linhas de marcação dos rivais, e no início, o trabalho ofensivo, era focado em lançamentos em profundidade. Foi nessa percepção, que os leoninos chegaram ao primeiro gol. Após a resposta tática de Geninho, no qual explicarei à seguir, o rubro negro, insistiu pelo meio, sucumbindo a boa armação de defesa dos adversários.

O Náutico esteve no 3-5-2. Defensivamente, eles atuavam como na apresentação anterior, no 3, (Três zagueiros, destaque para Márcio, que fazia a cobertura da segunda linha) 4, ( Lateral do flanco atacado, Johnny e Aílton, lateral oposto), 2, (Irênio e Carlinhos Bala) protegendo a faixa central. Nos primeiros minutos, com uma boa saída de bola do zagueiro Fernando, e pouca pressão na terceira linha do Sport, o Náutico encontra facilidade para jogar pelas laterais, sobretudo com Michel, pois individualmente Moacir, pouco correspondia no aspecto defensivo. O resultado dessa trama, surgiu a abertura do placar. O segundo gol timbu, saiu de uma ótima percepção de Carlinhos Bala, alimentada pela pouca combatividade, da segunda linha rubro negra, sobretudo com Andrade. Após perceber da estratégia das bolas longas de Chamusca, Geninho recuou sua terceira linha, congestionando o meio campo, dando pouco espaço, para a progressão dos atacantes leoninos.

Na segunda etapa, Adriano Pimenta entra na vaga de Luciano Henrique, e deu uma outra opção de jogada, abrindo o jogo, e puxando a marcação, como foi no caso do lance que originou o novo empate. Após marcar o terceiro, e percebendo essa mudança, o treinador alvi rubro lança Nílson no lugar de Irênio, dando liberdade a Aílton, e explorando a ponta esquerda com Carlinhos Bala, auxiliando Michel contra ataque pelo setor. O Náutico a fazer uma marcação 6-3, tendo somente Bruno Mineiro à frente. O Sport liberou seus alas, e esteve perigoso, embora a falha segunda linha, voltou a o trair, no último golpe timbu. Após o técnico do leão lançar o 4-3-3, o time perdeu poder de desarme, dificultou a saída de bola, e consequentemente o controle de meio campo, dando espaços enormes.

O despretensioso Santos, é um adversário ótimo para a arrancada alvi rubra, rumo a permanência na primeira divisão. Já o Sport vê um Cruzeiro, querendo a Libertadores, um campeonato num passado não tão distante, bem disputado pelo leão. O alerta já está mais do que vermelho na Ilha, talvez já esteja ganhando tonalidades pretas.

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